O que leva alguém a construir a própria mesa?

Às vezes é o orçamento apertado, outras vezes é pura inquietação. Tem gente que olha para um móvel antigo e enxerga um novo começo. É uma mistura de praticidade com vontade de criar — uma espécie de teimosia criativa que insiste: “dá pra fazer melhor”.

Foi essa ideia que guiou um projeto curioso e, ao mesmo tempo, muito simples: transformar duas estantes Kallax da IKEA e um tampo esquecido em uma mesa em L espaçosa, funcional e surpreendentemente bonita.

Quando o improviso vira solução

Tudo começou com uma necessidade: mais espaço. Um canto de trabalho que servisse tanto para computador quanto para organizar documentos, escrever, desenhar, planejar. Aquelas mesas prontas pareciam sempre errar nas medidas — pequenas demais, rasas demais, caras demais.

A saída estava em reaproveitar.

Duas estantes Kallax, daquelas com quatro nichos, foram posicionadas em formato de L. Resistentes e estáveis, elas funcionaram como apoios naturais para o tampo de madeira que havia sobrado de um móvel antigo. O tampo, que parecia grande demais à primeira vista, ganhou nova forma com alguns cortes bem pensados — encaixando perfeitamente no canto entre as duas estantes.

O novo espaço toma forma

O resultado foi uma mesa em L generosa, ideal para dividir tarefas: de um lado, tecnologia e trabalho digital; do outro, organização e tarefas manuais. Os nichos das estantes serviram como armários abertos — pastas, cadernos, caixas, livros. Tudo finalmente tinha onde ficar.

E o mais curioso: mesmo sendo um projeto simples, feito com materiais reaproveitados, o espaço ganhou outra energia. Como se uma pequena mudança de estrutura reorganizasse também a cabeça de quem o usa.

Criatividade que transforma

Esse tipo de projeto mostra que nem sempre é preciso muito para transformar um ambiente. Às vezes, o que se tem em casa já é suficiente — basta olhar com outros olhos. O DIY aqui não é só uma questão de custo-benefício, mas uma forma de expressão. Uma mesa feita assim carrega mais do que funcionalidade: carrega a história de quem a construiu.

Se você também já sentiu que faltava um espaço que fosse “do seu jeito”, talvez a solução esteja bem ali: entre um móvel antigo e uma ideia nova.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *